quarta-feira, 9 de março de 2011

Palavra de solidariedade


Há momentos em que não se pode ficar calado.


Por força do regimento que regula o funcionamento das sessões da Assembleia Municipal de Constância, apenas em ocasiões excepcionais os Vereadores em regime de não permanência terão a oportunidade de intervir. São os casos do exercício do direito de defesa de honra, por solicitação do plenário ou por anuência do Presidente de Câmara ou do seu substituto legal.


O regresso do vogal Carlos Alves e da sua forma muito própria de defender ideias e ideais trouxe alguma agitação e surpresa à última sessão da Assembleia Municipal de Constância, realizada a 25 de Fevereiro.


Agora que conheço os documentos lidos por Carlos Alves, já fora da formalidade regimental, devo expressar a minha solidariedade com a sua coragem, frontalidade e actuação. Porque há momentos em que não se pode ficar calado.


Compreendo a sua visão e partilho muitas das suas opiniões, propostas e preocupações. Sem dúvida que em primeiro lugar estão AS PESSOAS. O exercício do poder autárquico deve dar primazia a quem reside, vive ou tenta sobreviver, a quem trabalha, a quem pertence ou se sente do concelho. Infelizmente, sabemos bem que não tem sido essa a prioridade.


Simpatizo com a sua disponibilidade para ser candidato pelo PS a Presidente da Câmara Municipal. Na ocasião certa, as pessoas e as estruturas partidárias tomarão as suas opções. Para já, outro ciclo corre. Agora é tempo de actuar em cada um dos órgãos em que os eleitos estão representados, de combater o que está mal, de apresentar e explicar as alternativas já propostas no programa eleitoral e de, se necessário, medir e propor novas intervenções.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Intervenção na ponte

Durante este mês de Dezembro assinou-se acordo de intervenção na ponte sobre o Rio Tejo, abriram-se os necessários concursos e já se adjudicou a obra. A 03 de Dezembro foi assinado o protocolo que viabilizará a intervenção na ponte a acontecer já em Janeiro. Nas reuniões da Câmara Muncipal realizadas a 9, 22 e 29 de Dezembro tomaram-se as decisões necessárias para que tudo decorra conforme entenderam os signatários - REFER, Estradas de Portugal e Câmaras de Constância e de Vila Nova da Barquinha.

Tanto na sessão da Assembleia Municipal, o Presidente António Mendes, como na reunião de Câmara do mesmo dia 22 de Dezembro, a Vice-Presidente de Câmara, Júlia Amorim (personalidade que muito se salientou enquanto porta-voz da Comissão de Utentes Unidos pela Ponte), arrasaram a solução assinada a 03 de Dezembro. Na verdade eles foram, nos anos idos, parte do problema que desabou nas mãos do actual executivo.

Tal como referi aqui anteriormente mantenho a solidariedade com a decisão do executivo municipal, pese embora os reparos que fiz pela falta de informação durante o mês de Novembro e que impediram a noção clara das alternativas existentes. Todavia, aquilo que parece (transparece), é que esta é a solução mais rápida e eficaz face à inexistência de ponte funcional durante estes últimos 5 meses mas também que ainda há questões por acertar. O que conta da minha parte em termos deliberativos é que foi a única solução preparada para as reuniões do executivo municipal.


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Declaração de voto apresentada na reunião de 09.12.2010 (abstenção)

Como referido não se considera ser esta uma boa solução. Todavia é a única que aqui nos chega a apreciação. De positivo saliento a disponibilidade com que todas as entidades envolvidas no protocolo e o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações colocaram no processo assim como o facto de se ter conseguido uma comparticipação financeira do Município de Constância inferior aos 9% aqui aprovados em proposta apresentada pelo Presidente na reunião de 28 de Outubro. Efectivamente este protocolo contempla antes uma comparticipação de 6% por parte do Município. De negativo salienta-se ser esta uma pior solução do que a que existia antes de a ponte ter sido encerrada em Julho de 2010, fazendo regredir o concelho e condicionando o seu desejado desenvolvimento. Salienta-se também que os Vereadores do Partido Socialista foram excluídos de participação na decisão desde o momento em que se começaram a discutir “as considerações sobre a viabilidade das intervenções para diferentes cenários de carregamento” ou seja, as propostas viáveis de intervenção. Por exemplo, ficou-se sem saber que possibilidades de alteração das propostas definidas no relatório foram ainda discutidas e se o encaminhamento/acompanhamento dado em relação à própria elaboração dos diversos cenários de intervenção condicionou a obtenção das soluções apresentadas. Também não se compreende que os Presidentes de Junta e, quem sabe os representantes da Comissão de Utentes Unidos pela Ponte, tenham sido directamente convidados a comparecer na assinatura do protocolo que decorreu a 03 de Dezembro nos Paços do Concelho e que os Vereadores não o tenham sido, tendo apenas tomado conhecimento pleno da situação ao final do dia. Quanto ao protocolo julgo que, por exemplo, carece de uma clara definição do que são veículos de emergência e de quem tem poder de decisão em relação à identificação desses veículos. Seria muito importante fazer ainda essa e outras clarificações em tempo útil para evitar interpretações dúbias, por exemplo, na eventualidade de ocorrer algum acidente ou para efeitos de controlo de tráfego por parte das autoridades competentes e até no que se refere aos problemas de manutenção. Não posso esquecer que, em jeito de comparação, o anterior protocolo estabelecia que ”O tabuleiro rodoviário em causa, resultante da adaptação da estrutura metálica antes dedicada à função ferroviária, estava cedido, e sob gestão, das Câmaras Municipais de Constância e de Vila Nova da Barquinha, através de protocolo celebrado em 1984, que dispõe caber às Câmaras signatárias a responsabilidade integral pela conservação e manutenção da referida infra-estrutura rodoviária” (site da REFER, EP – 20 de Julho de 2010), rebatendo as autarquias essa ideia e entendendo como “conservação e manutenção” simples acções correntes para esse efeito.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Afirmação

Entre a ponte que falta faz... e a ponte que faz falta!

Enquanto eleito na Assembleia Municipal de Constância, ou agora enquanto vereador, sempre me situei do lado de uma boa solução que servisse de travessia do Rio Tejo perto de Constância, fosse ela uma nova ponte, com ou sem barragem, ou uma ponte melhorada ou alargada.

Quando, de forma surpreendente, a REFER decidiu encerrar a ponte rodoviária em Constância-Sul/Praia do Ribatejo acompanhei todo o actual executivo da Câmara Municipal de Constância em reuniões com a população, nas quais manifestei preocupação e desagrado mas também total solidariedade com a posição tomada pelo Presidente de Câmara Máximo Ferreira.
Solidariedade que mantenho por entender que o caminho a seguir é o que está a ser tomado pela autarquia e pelas suas conversações e acções. Preocupação ainda existente por causa da situação vivida especialmente por quem reside ou trabalha na margem sul do Tejo, mas ligeiramente atenuada pela compreensão e perspectiva de resolução de um problema que… não é de agora, mas… é agora que finalmente está a ser resolvido.

Comissão

Entre a ponte que falta faz... e a ponte que faz falta!

Tenho acompanhado o desenvolvimento da situação, dentro do executivo municipal e sem fazer parte da Comissão de Utentes Unidos pela Ponte. Sobre a comissão, é meu entendimento que, neste período, deveria ter uma postura mais esclarecida e esclarecedora das circunstâncias e que deveria mesmo apoiar e reforçar a posição do Presidente de Câmara.

Numa primeira fase que a todos mobilizou de forma dramática exigiu-se (e bem) que a REFER desse explicações por ter agido de forma repentina e inesperada e que se apurasse da razoabilidade dessa decisão. No entanto, pelo que se soube ao clarificar o historial da ponte rodoviária e a sua falta de segurança (bem evidenciada desde uma inspecção de 2006 e ainda mais destacada depois da inspecção realizada em Agosto último) exigia-se contenção, responsabilidade de actuação e sobretudo concertação entre as pessoas que detêm funções de poder autárquico em Constância. Ainda mais quando se sabe da não manutenção e conservação a cargo das autarquias de Constância e de Vila Nova da Barquinha ou até mesmo do não cumprimento de limitações ao tráfego de pesados sem que tivessem sido tomadas medidas para inverter essas falhas.
Este é um assunto grave e delicado que requer discrição e eficácia reforçadas em função da conjuntura nacional que, entretanto, se agravou.

Infelizmente, tenho constatado que a Comissão de Utentes Unidos pela Ponte e os seus mais destacados representantes têm mais preocupações de agitação e de animação do que propriamente de contributo para a resolução do problema.

Todos sabemos que a CDU sempre quis um açude no Zêzere e uma nova ponte no Tejo e nunca procurou ou quis soluções partilhadas ou flexíveis. Também se sabe da existência de novos protagonistas eleitos para a Câmara Municipal e da vontade dos autarcas já reformados do executivo continuarem a influenciar a população e as decisões de quem de direito.
Ora bem, a comissão de utentes dá conta de tudo isso, junta o descontentamento da população ao protagonismo e ideias do anterior executivo municipal da CDU e usa como principais porta-vozes os seus anteriores e actuais elementos de executivos municipais. Ora, por essa via, será que prefere e antes conte com eventuais mudanças de Governo para que a resolução do problema da ponte volte à estaca zero?!

Questiono, também, qual o interesse das moções da Comissão de Utentes, recém-aprovadas em várias assembleias, com o objectivo de entupir os serviços da administração central e com isso exercer maior pressão sobre o Governo. Ao jeito da CDU parece que é a entupir serviços que se resolvem os problemas…

Chegados a este ponto e no meio desta análise tenho todo o direito e até o dever de responder a acusações.

Petição

Entre a ponte que falta faz... e a ponte que faz falta!

Um elemento da comissão de utentes, ex-vereador e actual vogal da CDU na Assembleia Municipal acusa-me de não ter assinado uma petição intitulada “Pela Reabertura, reparação e construção da ponte sobre o Rio Tejo em Constância e Vila Nova da Barquinha” com a qual se pretendiam recolher 4.000 assinaturas para chegar a discussão da Assembleia da República. Essa petição concisa terminava nos termos A construção de uma nova ponte que responda às necessidades do século XXI é uma justa exigência que queremos reafirmar, e solicitamos que até à sua concretização se efectue a conservação da mesma, de forma a garantir a segurança dos seus utentes”.

Ponto um - a expressão conseguida não traduz certamente a ideia que se desejaria de conservação da actual ponte e da construção de uma ponte nova;

Ponto dois
- a tónica (neste momento de perda da ponte) deve ser centrada na sua melhoria e recuperação com largo tempo de vida (dezenas de anos), ponto que, aliás, o executivo anterior nunca deveria ter colocado em segundo ou terceiro plano;

Ponto três - a meta de uma nova ponte, que foi e será sempre a melhor solução, é utópica de momento e só vem baralhar e atrasar qualquer solução; Como se podem pedir duas pontes quando a única que existia acaba de fechar para reparação?!

Ponto quatro - até que ponto é que a seriedade e realismo necessários à resolução de tão grave problema serão afectados pela posição ambígua e contraditória tomada por vários representantes eleitos do povo na sua autarquia que, nela, defendem a posição do Presidente de Câmara para elaboração de projecto e assinatura de protocolo de melhoria da ponte actual e, em simultâneo, assinam uma petição que requer a simples conservação da actual mas também a construção de uma ponte nova?

Trata-se de uma questão linear de opção e de realismo. AGORA, a ponte que falta faz. Um dia, com tempo e noutro contexto e conjuntura, podemos voltar à ponte que falta fazer.
Posto isto, entendo que o melhor seria mesmo o assunto não chegar, nem assim, nem de momento, à Assembleia da República. Evitar-se-iam retrocessos a outros e indevidos protagonistas e o aumento da confusão já instalada.

Planeamento e Organização

Entre a ponte que falta faz ... e a ponte que faz falta!

Infelizmente, o âmago desta questão da(s) ponte(s) levar-nos-ia ao planeamento estratégico e à falta de visão e de alternativas que ao longo de duas décadas e meia caracterizou a gestão do mesmo partido. Por aí estamos ainda mais separados, dadas as políticas que afunilaram Santa Margarida para esta ponte e para o seu estado actual e por não terem querido ou sabido aproveitar as potencialidades do Rio Tejo. Até porque, quando se tenta conversar sobre opções estratégicas, a CDU remata logo que o Partido Socialista em Constância “quer acabar com algumas associações, com a ponte e até com o concelho”. E assim, dizendo isto e contradizendo aquilo, vai derrubando balizas e forças por este território.

Para terminar, apesar dos tempos usados por uns parecerem uma eternidade para outros, compreende-se uma situação que poderia e deveria ter sido evitada. Felizmente com novos intervenientes, consegue-se finalmente seguir um bom caminho (o do diálogo, análise e acção) pois todos os responsáveis directos estão empenhados na melhor e mais rápida solução deste grave problema.

Camões e Constância – direitos reservados

No dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se notícia institucional da colocação simbólica de dois ra...