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quarta-feira, 17 de abril de 2013

2012 - contas em baixo


Excerto da Declaração de voto contra prestação de contas da gerência de 2012 - reunião 11-04-2013
(declaração de voto dos vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Constância)

Em 2012 ficou evidente a falta de critério e de orientação na atribuição de apoios a associações, contrariando-se o definido em regulamento específico e usando pesos e medidas a gosto de quem decide, desrespeitando princípios básicos e colocando em causa o verdadeiro espírito do associativismo no concelho. Nessa e noutras áreas continuou a fazer-se tábua rasa do “plano de prevenção de riscos de gestão – corrupção e infrações conexas”.


De positivo salienta-se a reabertura da ponte sobre o Rio Tejo, a aposta na educação e na ciência (mesmo que por vezes de forma exagerada e sem limites de intervenção) e a adoção de algumas medidas de ação social que ressurgiram ou se mantiveram em 2012. Todavia é essa mesma área social que peca pelas dificuldades de intervenção, ajustamento à situação de crise e pequena dotação orçamental. Pelo contrário, nas Atividades Mais Relevantes, ultrapassou-se largamente o investimento previsto para o turismo (+8%), transportes (+36%), energia (+50%) e cultura (+75%) o que denota e reafirma uma orientação com a qual não podemos concordar.

Em termos globais e absolutos foi um ano de reduzida execução de projetos, designadamente dos definidos pela CDU no seu programa eleitoral.  Se em grande parte se pode relacionar com a diminuição de transferências financeiras da administração central e da curta dimensão de fundos comunitários, por outro também se reporta à falta de visão estratégica e de opções de investimento tomadas neste e nos últimos mandatos.

As evidências situam-se na quantidade de projetos preparados mas não realizados, na inatividade de vários equipamentos e instalações e nos custos crescentes de exploração e de manutenção. Ao que se junta, negativamente, a quebra significativa da receita corrente, regredindo para valores idênticos aos de 2005 e 2006.

As dúvidas já aqui levantadas pela primeira vez em relação à gestão de 2011, concretizaram-se da pior forma no primeiro ano de aplicação da “lei dos compromissos e dos pagamentos em atraso" - lei 8/2012 -  revelando dificuldades na sustentabilidade financeira do Município, nomeadamente em relação ao cumprimento e apuramento dos critérios de endividamento da autarquia e da situação de equilíbrio financeiro e evidenciando um crescente resultado líquido negativo, de cerca de 314 mil euros.

domingo, 28 de outubro de 2012

Impostos - Informações falsas e enganadoras

Veio a concelhia do PS emitir uma nota à imprensa dando conta do enganoso e politizado documento divulgado pela comunicação social e distribuído à população (informação nº 40/2012), na responsabilidade do seu Presidente, que espalhava aos sete ventos as boas notícias dos impostos em Constância e as medidas que a Câmara CDU tem tomado para ajudar as famílias.
Máximo Ferreira já assumiu um dos erros em reunião de Câmara.
 
Reponha-se a verdade e leia-se no Notícias do Entroncamento de 26.10.2012, parte do comunicado do PS, reafirmando que as propostas mais baixas de impostos em Constância vieram do PS e foram recusadas pela CDU.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Despesismo na divulgação de atividades

Proposta: Boletim Municipal - Alterações

Por diversas vezes os eleitos pelo Partido Socialista em Constância têm chamado a atenção para as despesas muito consideráveis com promoção turística e divulgação de atividades. Recordemos a existência de agenda de eventos bimensal, site da autarquia, página no facebook, newsletters, notas informativas à população, mupis por todo o concelho, outdoors e painéis informativos. Acrescem ainda todos os desdobráveis e panfletos associados a diversos espaços da autarquia (biblioteca, centro de ciência viva, parque desportivo, parque ambiental, …) e um redobrado esforço aquando das atividades de Verão, das festas do concelho e das Pomonas Camonianas. Assim se atingem gastos de algumas centenas de milhares de euros todos os anos.

Considerando que:
·         existe excesso de informação à população sobre as atividades desenvolvidas no concelho e pouca ou nenhuma informação sobre as decisões, regras e regulamentos da responsabilidade do Município;
·         o Boletim Municipal assume, por vezes, mensagens políticas ou incorpora a função  de Jornal do Concelho;
·         se multiplicam despesas desnecessárias e repetitivas, consistindo e redundando em excesso e luxo, nos tempos difíceis que correm;
·         as atas das reuniões são pouco divulgadas e estão pouco tempo disponíveis no site da autarquia, ao contrário das newsletters, informações e boletins municipais, que estão no mínimo, de 2 a 4 anos on-line.

Os vereadores do PS propõem, para vigorar já no presente ano, que o Boletim Municipal:

  1. passe a ser semestral, por exemplo, com edição em Junho e em Dezembro de cada ano;
  2. contenha 2 páginas destinadas aos vereadores em regime de não permanência;
  3. contenha 2 páginas destinadas aos eleitos para a Assembleia Municipal;
  4. passe a incluir um tratamento apropriado e esclarecedor das principais deliberações nas reuniões da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal.
Da proposta consta também uma recomendação para se redefinirem e limitarem gastos tanto na área da informação como da promoção cultural e turística.

Constância, 01 de Junho de 2012
Os Vereadores do Partido Socialista
Rui Pires e Rui Vermelho

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Nota: Proposta rejeitada pela CDU em reunião de CMC de 06.06.2012, apesar de reconhecerem excessos e necessidade de controlo de custos, ou seja manifestando acordo com a recomendação indicada.

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