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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PDM de Constância atrasa a Pereira

Este longo processo de má vivência da Pereira com o PDM de Constância já vai longo (23 anos) e ainda não está ultrapassado. Desde logo, pura e simplesmente, porque não descreve a realidade, não acolheu propostas e correções realistas, pecou por falta de transparência, não emendou erros originais nem criou compensações e abriu sempre caminho à falta de investimento e ao despovoamento. Tudo isto agravado por a Pereira ser o aglomerado mais distante da sede do concelho, um vale perdido em cima da fronteira com um grande vazio territorial.


1 - Começou mal,  em 1994, por (intencionalmente ou não) não se ter definido o aglomerado urbano que já existia há muitas décadas e, pelo contrário,  considerar toda a localidade inscrita na Reserva Ecológica. Ficou desde logo bem identificada a necessidade de rede e tratamento de águas residuais.

2 - Promessas e promessas de que os erros e prejuízos se resolveriam, com alteração/correção, e depois na revisão, o que fez com que de 2000 a 2003, a Associação Os Quatro Cantos do Cisne colaborasse no processo com várias propostas de redefinição do território e investimentos, entidade que não mais se pronunciou.

3 - Documentos preparatórios e primeiras versões do PDM foram apresentadas aos eleitos autárquicos no mandato 2005-2009; no entanto, no mandato seguinte nenhum documento essencial foi concluído ou chegou a ser votado, excluindo a possibilidade de vereadores, com conhecimentos técnicos na matéria e do território, poderem agir e participar na proposta final de revisão.

4 - A consulta pública surgiu durante o verão de 2014 pelo que, então, se chamou a atenção da câmara e dos municípios vizinhos (acompanhantes do processo) para várias pontos genéricos e outros, específicos, em relação à Pereira. A população local participou em peso, entregando mais de metade das 20 participações presentes.

5 - Como resultado da consulta pública foram reconhecidos vários erros, mas apenas uma (!) reclamação foi atendida, aparecendo assim um 4º núcleo de um proposto triaglomerado rural.

6 - A autarquia havia retido durante 3 meses a sua  decisão em relação às reclamações a essa matéria (de 12 março a 15 de junho de 2015), prejudicando o conhecimento dos interessados e impedindo a possibilidade de mais intervenções, quer em reunião de Câmara quer na Assembleia Municipal decisiva, realizada apenas 11 dias depois.

7 - A 1ª Revisão do PDM foi aprovada na sessão da Assembleia Municipal de 26.06.2015,  pela CDU e com vários votos do PS e um voto contra; a sua aprovação motivou a criação do Grupo de Ação - Pereira, o qual, em ofício de 18.07.2015 pede rigor e honestidade à presidente de câmara e insiste em explicações sobre as decisões tomadas.

8 - As respostas da presidente não convencem, porque não preveem qualquer correção de erros ou  compensações à localidade; depois disso, o Grupo recolhe 35 assinaturas de residentes e proprietários e formaliza participação ao Provedor de Justiça e ao Ministério Público.

9 - A 05.01.2016, o Provedor de Justiça considerou não encontrar fundamento jurídico que reprovasse a posição da autarquia. e que não poderia pronunciar-se sobre as escolhas e decisões da CM Constância.

10 - A CM Constância respondeu ao Ministério Público elaborando um relatório, que em nada corrige situações anteriores ou prevê alterações, aprovado a 05.05.2016 pela CDU e por um vereador do PS, enaltecendo a excelência do trabalho realizado e que não fazia o menor sentido corrigir uma situação perfeitamente regular.

11 - A análise do Ministério Público leva ao arquivamento do processo a 10.10.2016. A razão jurídica apontada centra-se em não poder em 2015 corrigir erros de 1994,  pois as leis mudaram, aceitando-se as decisões tomadas.  Tudo ficou bem apesar de ao longo de 23 anos não se ter descrito e classificado  o solo e a povoação de acordo com o que realmente lá existe? E de nem ter sido feito o investimento em saneamento básico?

12 - O desinvestimento e o abandono continuam, mesmo ao nível da prevenção de incêndios e o  território esvazia-se. O Grupo de Ação procura novas formas de intervenção, como sejam a exposição e divulgação do estado em que o lugar se encontra, e continua a lutar por novas intervenções em torno do PDM, pois mantém-se a ideia de que era viável, com a devida e possível adequação técnica, considerar a Pereira um aglomerado urbano.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Rota de Abril


Começa assim a Drª Júlia Amorim,  Presidente da Câmara de Constância, por dizer e bem que há muito que o Tejo é fonte de preocupação. E diz que "está doente. Muito doente."

Todavia, é muito fácil reconhecer que há muito que a Dª Júlia Amorim é uma das donas disto tudo no concelho de Constância, há coisa de quase 30 anos, ou seja mais de 2/3 da bela democracia, preocupada.

Mas que fez para combater a degradação dos rios, em Constância a professora de ciências, autarca da CDU (com os Verdes), Júlia Amorim? 
- que se ensinou e ensina às crianças e jovens?
- atacou fontes de poluição (não de preocupação)?
- do Tejo, do Zêzere, dos seus afluentes no concelho?
- tem analisado ou divulgado a qualidade da água, dos rios que ali passam, dos seus afluentes e de outras nascentes?
-  combateu as flutuações bruscas de caudal do Zêzere que matam peixes e desviam canoístas?
- cuidou de cais condignos para as passagens, imagens e turistas?
- cuidou de salvaguardar e valorizar a fauna e flora dos rios?
- armazenou e disponibilizou água para todos os fins, em grandes ou pequenas hídricas? 
- e os dois milhões (de estrelas da europa) do centro náutico e os do POMTEZE, já dobraram o cabo das tormentas?
 
Diz ainda que "as causas estão identificadas. Basta apenas atuar". Pois basta... de demagogia e hipocrisia política! Até pode ser que nesta crista da onda mediática a edil ainda se preocupe com a qualidade do ar para turista, pois quem vem de fora sempre sente mais as coisas...

Deste modo, concumitantemente, o que tem sentido(s),  dimensão e fica bem, como uma GRANDE ROTA DO ZÊZERE, em Constância destoa e entra em ROTA DE COLISÃO com a mui prolongada constância da poluição.

Por ser 25 de abril, 
SEMPRE!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tejo - o rio negro

Bem vem lembrar-nos a Quercus que o Tejo está no topo dos principais problemas ambientais. Saudações por isso!


"Descargas poluentes e barreiras no Rio Tejo
Os recorrentes episódios de poluição e ameaça ao continuum fluvial, registados ao longo do ano no Rio Tejo, um rio internacional de elevado valor ambiental, cultural e económico fazem com que este se apresente ano após ano, progressivamente, mais degradado e ameaçado, tendo no ano de 2015 sido inclusivamente detectadas barreiras que impedem a migração da fauna piscícola ao longo do rio"

Esta realidade toca-nos sobretudo aqui no Médio de Tejo, desde Mação até a V. N. da Barquinha. Mas onde param as vozes que defendem o ambiente em Constância e o desenvolvimento sustentado do turismo de natureza? 


O ano de 2015 passou sobre a ponte vermelha de Constância de olhos postos no magro caudal do rio castanho, de quando em vez salpicado por canoístas. Incomodados pelo quadro de cores e odores. Assustados pelas  variações bruscas de caudal do Zêzere, pelos peixes aflitos a morrer nas poças e pelos sobressaltos das artificiais mudanças de velocidade e de trajetória.
Salvaram-se as alegrias da miudagem que, afoita, mergulhou pelas rochas fundas da encosta do desnudado centro náutico.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Resíduos Hospitalares no Eco Parque

Preocupação pelo não acompanhamento por parte da Câmara Municipal de Constância, reforçada na reunião de 09.05.2013.



Unidade de tratamento de resíduos hospitalares – os Vereadores do Partido Socialista manifestam a sua preocupação pela falta de acompanhamento dos desenvolvimentos do eco parque do Relvão (Carregueira-Chamusca), evidenciada pela vereadora Manuela Arsénio na última sessão da Assembleia Municipal.  Salientamos que o concelho de Constância deve manter-se ligado aos concelhos limítrofes nas diversas áreas e interesses municipais. O ambiente, mais do que o território ou qualquer atividade, não tem fronteiras. Devemos manter-nos atentos, interessados e participativos sobre questões tão sensíveis como são o transporte, armazenamento, concentração, tratamento e eliminação de tão grande diversidade e quantidade de resíduos, grande parte deles perigosos. Por tudo isto apelamos ao envolvimento efetivo com o que se passa no Eco Parque do Relvão, aconteça ou não através da já constituída comissão de acompanhamento. Apelamos ainda a que o interesse pelo acompanhamento não se reduza a uma questão de reivindicação por uma nova ponte sobre o Rio Tejo, como aconteceu no anterior mandato aquando da instalação dos CIRVER.
 
Notícia recente sobre o Eco Parque do Relvão - O Mirante

sábado, 20 de abril de 2013

Pereira vedada


Apelo ao Presidente da Câmara Municipal de Constância
- pelos vereadores do Partido Socialista - 11.04.2013


Localidade de Pereira – Apelo – Já aqui foi reconhecido, numa das últimas reuniões, que não houve nenhum investimento direto na localidade de Pereira no presente mandato e que se continua a aguardar pela alongada revisão do Plano Diretor Municipal para se poder intervir ao nível do saneamento básico e substituir ou reorganizar algumas construções que se mantêm como barracas e afetam negativamente a paisagem.
Voltam os vereadores do PS a referir o impacto (ambiental) que o projeto Canto Vivo acompanhado pelo Parque Ambiental de Santa Margarida tem nessa localidade. Sabe-se perfeitamente que não atingiu os seus objetivos de visita e animação da localidade ou de promoção das espécies autóctones ou comuns na região do Ribatejo. Ao invés, fez proliferar as desagradáveis construções de barracas e vedou terrenos que tinham livre acesso e passagem, isolando ainda mais a população residente e contribuindo não para as visitas guiadas mas para uma comercialização alternativa de víveres na freguesia de Santa Margarida. O que a Câmara Municipal fez foi até mesmo doar centenas de estacas para essa vedação, contribuindo decisivamente para estes resultados.
Por isso se pede, intervenha a Câmara Municipal em termos de reorganização da paisagem local de forma a recuperar valores naturais e até final do seu mandato, que o Senhor Presidente deixe uma marca, uma construção, uma ação nessa localidade.

Camões e Constância – direitos reservados

No dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se notícia institucional da colocação simbólica de dois ra...