segunda-feira, 25 de abril de 2016

Rota de Abril


Começa assim a Drª Júlia Amorim,  Presidente da Câmara de Constância, por dizer e bem que há muito que o Tejo é fonte de preocupação. E diz que "está doente. Muito doente."

Todavia, é muito fácil reconhecer que há muito que a Dª Júlia Amorim é uma das donas disto tudo no concelho de Constância, há coisa de quase 30 anos, ou seja mais de 2/3 da bela democracia, preocupada.

Mas que fez para combater a degradação dos rios, em Constância a professora de ciências, autarca da CDU (com os Verdes), Júlia Amorim? 
- que se ensinou e ensina às crianças e jovens?
- atacou fontes de poluição (não de preocupação)?
- do Tejo, do Zêzere, dos seus afluentes no concelho?
- tem analisado ou divulgado a qualidade da água, dos rios que ali passam, dos seus afluentes e de outras nascentes?
-  combateu as flutuações bruscas de caudal do Zêzere que matam peixes e desviam canoístas?
- cuidou de cais condignos para as passagens, imagens e turistas?
- cuidou de salvaguardar e valorizar a fauna e flora dos rios?
- armazenou e disponibilizou água para todos os fins, em grandes ou pequenas hídricas? 
- e os dois milhões (de estrelas da europa) do centro náutico e os do POMTEZE, já dobraram o cabo das tormentas?
 
Diz ainda que "as causas estão identificadas. Basta apenas atuar". Pois basta... de demagogia e hipocrisia política! Até pode ser que nesta crista da onda mediática a edil ainda se preocupe com a qualidade do ar para turista, pois quem vem de fora sempre sente mais as coisas...

Deste modo, concumitantemente, o que tem sentido(s),  dimensão e fica bem, como uma GRANDE ROTA DO ZÊZERE, em Constância destoa e entra em ROTA DE COLISÃO com a mui prolongada constância da poluição.

Por ser 25 de abril, 
SEMPRE!


sexta-feira, 1 de abril de 2016

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tejo - o rio negro

Bem vem lembrar-nos a Quercus que o Tejo está no topo dos principais problemas ambientais. Saudações por isso!


"Descargas poluentes e barreiras no Rio Tejo
Os recorrentes episódios de poluição e ameaça ao continuum fluvial, registados ao longo do ano no Rio Tejo, um rio internacional de elevado valor ambiental, cultural e económico fazem com que este se apresente ano após ano, progressivamente, mais degradado e ameaçado, tendo no ano de 2015 sido inclusivamente detectadas barreiras que impedem a migração da fauna piscícola ao longo do rio"

Esta realidade toca-nos sobretudo aqui no Médio de Tejo, desde Mação até a V. N. da Barquinha. Mas onde param as vozes que defendem o ambiente em Constância e o desenvolvimento sustentado do turismo de natureza? 


O ano de 2015 passou sobre a ponte vermelha de Constância de olhos postos no magro caudal do rio castanho, de quando em vez salpicado por canoístas. Incomodados pelo quadro de cores e odores. Assustados pelas  variações bruscas de caudal do Zêzere, pelos peixes aflitos a morrer nas poças e pelos sobressaltos das artificiais mudanças de velocidade e de trajetória.
Salvaram-se as alegrias da miudagem que, afoita, mergulhou pelas rochas fundas da encosta do desnudado centro náutico.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Festa (no aglomerado) Rural

Por estes dias chegaram as notícias da festa dita rural na Pereira - Constância.
De aqui perto e de ali ao lado. Segundo consta via Agência Lusa, por ventura por algum colaborador próximo.

Que aqui se reproduz:

"A localidade da Pereira, em Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância, vai receber entre os dias 28 a 30 de agosto a tradicional Festa Rural, aquilo a que a organização chama “Uma Espécie de Festa”.
Organizada pela Associação “Os Quatro Cantos do Cisne”, a Festa Rural decorre na pequena localidade habitada por cerca de 20 pessoas e pretende celebrar a condição de “viver no campo com qualidade de vida”, englobando espetáculos musicais, concursos de gastronomia, zumba no junco e a quinta edição do Moto Rural, onde participam cerca de uma centena de agricultores das redondezas com tratores e outros veículos ligados à atividade agrícola."

Se a organização diz que a localidade é habitada por 20 habitantes* e tem aí a sua sede há 21 anos, parece que já não conhece sequer os seus quatro cantos, o que é lamentável pois parte dos objetivos da associação são de desenvolvimento local (em termos sociais, culturais, turísticos e ambientais, enquadrados no mundo rural).

Ainda se denota maior gozo da situação por quem diz que a festa celebra a condição de "viver no campo com qualidade de vida". Só podem ser os senhores diretores e outros correlegionários que vêm celebrar a qualidade de vida deles (talvez rural, mas em plenas localidades de direito) em parte à custa das pessoas da Pereira e do despovoamento local resultante da estigmatização a que foi votada, com largas evidências de insuficiente qualidade de vida.

Já agora, registe-se que o novo PDM de Constância impõe é que a Pereira seja não uma localidade mas sim um pequeno aglomerado rural e, ainda por cima, repartido em 4... partes, o que talvez também seja motivo de comemorações.
Por isso já há quem diga que esta espécie de festa é que faz aglomerado (rural).

* Nota: 42 habitantes (Censos de 2011) e atualmente os censos registariam 35 ou mais alguns residentes.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ter outra vez vinte anos

Esta é uma dupla homenagem às pessoas com sonhos, com esperança, os verdadeiros amigos da Pereira que tiveram a visão de lançar uma associação de desenvolvimento local num lugar esquecido, com menos de 80 habitantes.
Faz hoje 21 anos. Alguém se lembra? E isso é importante? Comemorar, o que é isso e para quê?!
O que foi feito das vidas, dos amigos, dos sorrisos e da esperança num futuro para esta aldeia que ainda hoje, oficialmente, não é bem conhecida ou caraterizada?
 

 
 
Escrevia eu no seu 5º aniversário.
"Falar dos cinco anos da associação Os Quatro Cantos do Cisne significa rever a luta por mudanças e ideais, a concretização de projectos, o esforço, o sacrifício e as dádivas, as dificuldades de reconhecimento e a satisfação de pisar caminhos tão inexplorados quanto necessários. E questionar, em simultâneo, se valeu a pena conduzir esta missão".
Seria bom pensarmos nisso.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A nossa terra

Com raios, mas é assim tão difícil encontrar e ver este mapa reproduzido num placard e ali colocado desde 1998/1999?
 
Com que intenções ou devaneios se inventou um ordenamento impossível??
 
É assim tão difícil definir os limites da localidade, marcar construções e a rede hidrográfica?
 

 
Olhe-se para o mapa disponibilizado no SIG pela autarquia. Outra realidade distorcida. De quem é a responsabilidade? Alguém se preocupou em OBSERVAR, comparar e corrigir?!

terça-feira, 21 de julho de 2015

PDM - o pinhal da ribeira da Pereira

Segundo a equipa do PDM a Pereira deste século, em vez das hortas nos terrenos das margens da ribeira o que lá tem é pinhal ou povoamento florestal misto.

COMO PODEM VER!

Camões e Constância – direitos reservados

No dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fez-se notícia institucional da colocação simbólica de dois ra...